Dores e desconfortos no pescoço podem ser sinais de cervicalgia

É muito comum ouvir o termo lombalgia. Mas você já ouviu falar em cervicalgia? Talvez o termo seja mais estranho para você, no entanto, a dor pode ser familiar.
Acontece que os nossos comportamentos têm alterado muito em função do uso de computadores e smartphones. Neste caso, não estamos falando de comportamento psicológico, mas sim de postura física.
Basta você perceber a própria postura enquanto lê este artigo. O dispositivo está alinhado à altura dos olhos? Há quantas horas os seus ombros estão inclinados sobre a tela do computador? Conserte a sua postura agora, relaxe os ombros e descubra se eles estão rígidos e tensos.
Parabéns se você não sentiu dor ou nenhum desconforto na região do pescoço. Caso tenha sentido, é possível que seja caso de cervicalgia. Vem entender melhor neste artigo que produzimos para te ajudar!
O que é Cervicalgia
A cervicalgia é um quadro de dor nas sete primeiras vértebras a partir da cabeça e atinge mais de 20% da população mundial. Assim, essa dor também é considerada a segunda maior reclamação da pessoa adulta, perdendo apenas para a cefaléia.
Alguns dos principais motivos para o surgimento dessa dor cervical dizem respeito tanto à má postura – conforme indicamos na introdução deste texto – quanto ao envelhecimento e sedentarismo.
Mas também é possível que a cervicalgia aconteça por questões de estresse, como resultado de esforço físico excessivo assim como por alteração estrutural.
Sintomas
Alguns dos principais sintomas da cervicalgia são:
- dor de cabeça;
- espasmo muscular;
- dificuldade em rotacionar o pescoço;
- sensação de peso nos ombros e na parte alta das costas;
- dor que tem início na nuca e acaba se irradiando para o couro cabeludo;
- dormência ou fraqueza no ombro, braço ou dedos da mão;
- sensação de “areia” entre as vértebras.
Tipos de Cervicalgia
Uma cervicalgia comum pode ser súbita e, portanto, aparecer após esforço físico ou sobrecarga de trabalho. Mas a constância na dor pode ser um ponto de atenção importante para que a pessoa procure ajuda de um ortopedista.
É por essa variação que a cervicalgia pode ser de pelo menos dois tipos:
- Cervicalgia aguda: é o caso a que nos referimos acima. Ou seja, acontece por uma causa aparentemente simples de identificar e que é bastante pontual. Por isso, a dor melhora em poucos dias e sem nenhuma intervenção médica.
- Cervicalgia crônica: se a dor persiste por muito mais tempo, inclusive ultrapassando sete semanas, é caso de cervicalgia crônica que pode resultar em artrose das vértebras.
É hora de tratar a cervicalgia
Por ser sintoma de situações pontuais, a cervicalgia acaba sendo negligenciada por grande parte das pessoas que se automedica com relaxantes musculares.
Porém, como percebemos no tópico anterior, a cervicalgia pode ser crônica e isso requer cuidados específicos a começar pela consulta ao ortopedista.
É esse especialista que irá fazer exame físico para ter certeza do local de origem da dor e pesquisar se há pontos de irradiação do desconforto. Ele também deve fazer avaliação para entender se a intensidade e a duração da dor realmente chamam a atenção e identificar a relação dela com outros problemas de saúde ou sistemas do corpo do paciente etc.
Isso tudo é importante porque ele saberá se é o caso de uma dor muscular, de trauma na cervical ou alguma doença reumatológica.
A depender do tipo de cervicalgia, ele poderá prescrever tratamento à base de analgésicos, anti-inflamatórios, injeções de toxina botulínica, de fisioterapia ou de terapias alternativas (acupuntura, massagem, quiropraxia) ou exercícios físicas.
Portanto, consulte já o ortopedista que irá indicar o tratamento certo para o seu caso.